quarta-feira, 23 de setembro de 2009

MARACUJA DOCE – Passiflora alata

Passiflora_Alata1

CULTIVO

Época: semear o ano todo em regiões quentes. Onde a temperatura do inverno é inferior a 15 ºC, semear somente de julho-agosto até janeiro.

Recipientes: sacos de polietileno pretos, com furos, tamanho 14 x 28 cm, ou tubetes de polietileno (o maior de todos).

Substrato: 2 partes de terra, 2 de esterco de curral bem curtido e uma de material volumoso curtido (bagaço de cana, serragem, casca de café ou de arroz, torradas).

Acrescentar uma parte de areia em solos muito argilosos. Adubar cada metro cúbico do substrato com 2 kg de calcário dolomítico e 1 kg de superfosfato simples. Em tubetes regar periódicamente com solução nutritiva.

Semeadura: colocar as sementes de molho por 24 hs antes de semear. PLANTAR bem raso, cobrindo-as com 3 mm de substrato. A germinação ocorre entre 14 e 21 dias após a semeadura.

Viveiro: controlar preventivamente as doenças fúngicas, aplicando-se oxicloreto de cobre a 0,3%, a cada 15 dias na estação seca e a cada 7 dias nos períodos úmidos.

Tempo de preparo: mudas de sacos plásticos levam de 60 a 80 dias para emitir a primeira gavinha, quando então devem ser levadas para o campo. Mudas de tubetes formam-se em 40-45 dias, sendo transplantadas mais cedo e menores, o que exige maiores cuidados quanto à irrigação

O maracujá é originário da América Tropical. É uma planta trepadeira de grande porte, lenhosa, vigorosa e de crescimento rápido, podendo atingir 10 m de comprimento. Apresenta grande variação no tamanho, formato, peso, coloração e sabor dos frutos. É rico em vitamina C, cálcio e fósforo. Pode ser consumido ao natural ou na forma de sucos, doces, geléia, sorvete e licor. As folhas e o suco contêm passiflorina, um sedativo natural.

Clima e solo: próprio para regiões tropicais e subtropicais, com temperatura média mensal de 20 a 32ºC, precipitação anual de 800 a 1.700 mm anuais, bem distribuída, e alta luminosidade. Não tolera geadas ou ventos frios. Evitar face sul do terreno. Plantar em solos de textura média, profundos e bem drenados. Não utilizar baixadas, solos pedregosos ou com possibilidade de encharcamento.

Práticas de conservação do solo: plantar em nível e manter cobertura vegetal sempre roçada nas entrelinhas.

Adubação de plantio: colocar, por cova ou metro linear de sulco, 30 a 50 litros de esterco de curral curtido ou composto (ou 5 a 10 litros de esterco de galinha), 200 g de P O , 200 g de calcário dolomítico, 4 g de Zinco e 1 g de Boro. Misturar todos os 2 5 adubos e o calcário com a terra, pelo menos 30 dias antes do transplante.

Adubação de formação: após o pegamento, aplicar em cobertura ao redor de cada planta, 10 g de N aos 30 dias: 15 g aos 60 dias, 50 g de N mais 50 g de K O aos 90 dias.

Adubação de produção: Adubar 4 ou 5 vezes por ano, nos meses de setembro, novembro, janeiro e março, antes dos principais fluxos de floração.

Aplicar os adubos em faixas de 2 x 1 m dos dois lados da planta. Aumentar essas doses em 25%, para produtividade esperada de 25 a 30 t/ha, e em 50% para meta de produtividade acima de 30 t/ha.

Micronutrientes: em solos deficientes, aplicar juntamente com a primeira parcela da adubação de produção, no início da estação chuvosa, utilizando calda com 300 g de sulfato de zinco, 100 g de ácido bórico e 500 g de uréia por 100 litros de água.

Sistema de condução: espaldeira com 1 fio de arame liso número 8 ou 10, fixo com mourões de 2 m de altura (mais 0,5 m enterrado), espaçados de 5 a 6 m.

Pragas e doenças: pulverizar, quando necessário, de manhã bem cedo para não afetar os insetos polinizadores. Controle biológico para lagartas – Bacillus thuringiensis; lagartas, percevejos e besouros – fenthion ou cartap; mosca-das-frutas iscas atrativas, feitas com 7% de melaço mais fenthion em água. Doenças fúngicas – tratamento preventivo com fungicidas cúpricos.

Bacteriose – medidas culturais (sementes e mudas sadias, adubações equilibradas e quebra-ventos); controle químico preventivo à base de fungicidas cúpricos, antibiótico (terramicina) em situações críticas (curativo), no máximo duas vezes por ano. Fusariose – prevenir com medidas culturais que favoreçam boa drenagem e manutenção de integridade do sistema radicular; controle – erradicação.

Podas: Poda de formação - conduzir a muda com haste única. Desbrotar periodicamente, até que ultrapasse o arame de sustentação em 20 cm. Despontar.

Escolher duas brotações laterais para formar os cordões horizontais, um para cada lado da planta. Manter todas as brotações surgidas desses cordões, pendendo livremente na vertical (cortina produtiva), eliminando-se as gavinhas até 60 cm abaixo do arame. Poda de produção - no início da brotação primaveril, com umidade no solo, cortar os ramos da cortina produtiva 60 cm abaixo do arame. Deixar secar, retirar e queimar os ramos podados.

Polinização: Natural - exclusivamente por mamangavas. Artificial - manual, complementar e cruzada. Fazer entre 13 e 17h, nos picos de florescimento, por movimento ascendente nas flores, com as pontas dos dedos.

Coletar pólen de diferentes flores, distantes umas das outras, antes de iniciar a operação de forma contínua.

FONTE IAC

4 comentários:

  1. solplantador de maracuja azedo gostaria de saber informacoes do maracuja doce?
    obrigada

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  2. Ola, eu sou ana claudia
    por favor qual o tempo que o maracujazairo doce flora, obrigada

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  3. é normal antes das primeiras frutas, as flores caírem? que devo fazer neste caso?

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