domingo, 24 de outubro de 2010

Bananas – Musa sp.

 

Musa zebrina2

Como as sementes de banana tem uma casca muito dura e recomendável a escarificação física das sementes. Simplesmente pegue um alicate de unhas, e faca um corte minúsculo pela casca exterior dura unicamente até que você veja a carne branca dentro. Só o bastante permitir alguma unidade no interior da semente.

Deixe as sementes de molho em água mineral inicialmente morna por 12 a 24 horas e plante nos vasos com o "umbigo" da semente para cima.

De ser possível use substrato, não terra, e ainda melhor de uma fornada ao substrato (ou terra) para descontaminar ele, já que as sementes de banana são muito suscetíveis a ataques de fungos.

Mantenha o solo regularmente úmido mas não encharcado molhado. A quantia de água é crucial. Naturalmente, você deve fornecer calor e luz brilhante.

A germinação de sementes de bananas e uma das mas difíceis, mas esta maneira e muito bem-sucedida. Se você pensa sobre este método... a natureza fez possível que estas sementes germinem simplesmente após serem comidas pelos animais , (permitindo uma germinação fácil já que os ácidos nos seus estômagos quebram a concha dura das sementes), e então caindo no chão elas brotam sem qualquer "ajuda" do homem.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Curcuma longa – Açafrão da India

Curcuma longa1
- Nome científico ou latim: Curcuma longa

- Família: Zingiberaceae (Zingiberáceas).
- Origem: Sul da Ásia.


USOS CULINÁRIOS
- O olor da cúrcuma é picante e fresco e seu sabor é amargo, picante e um pouco almiscarado, lembra a laranja e o gengibre.
- É um dos ingredientes do curry em pó, o que da a ele sua cor amarela característica.
- Está indicado para pratos de peixe e ovos e arroz.
- Se usa como corante para substituir o açafrão, já que é muito mais barato.
- Na forma de , se usa para conservar alimentos.
- É o corante mais usado na Índia, usado tanto na culinária como na industria textil.

TEM TAMBEM INUMERAS PROPRIEDADES MEDICINAIS.

Têm sido estudados os possíveis benefícios do consumo da cúrcuma para prevenção e tratamento do mal de Alzheimer . Os benefícios do açafrão-da-Índia seriam decorrentes da ação anti-inflamatória e antioxidante, pela remoção das placas no cérebro, características do mal de Alzheimer.
A ação benéfica da planta poderia contribuir para o tratamento do câncer e das doenças do coração.

CULTIVO
- Cultivado por mais de dois mil anos na Índia, China e Oriente Médio.
- Espécie de clima tropical ou subtropical. - Não suporta geadas, mas pode ser cultivado em vasos nas regiões que sofrem destas.
- Prospera em solos soltos, férteis, ricos em húmus, que permitam o bom desenvolvimento dos rizomas. Solos com bom conteúdo de unidades, mas bem drenados.
- Não são apropriados os solos compactos, com má drenagem, onde a água possa se estancar, nem os solos argilosos.
- A preparação do solo deve ser esmerada e profunda, para favorecer o crescimento dos rizomas. Também é importante manter a área totalmente livre de plantas daninhas.
- Plantar os rizomas a 30 cm de distancia, e 5 cm de profundidade.
- Cultivar com sol pleno ou sombra parcial.
- Irrigação normal, sem exagerar.
- A colheita dos rizomas se realiza durante o outono, depois da caída das folhas, mas pode ser feita o ano todo para uso doméstico. Normalmente os rizomas são férvidos e secados ao sol por 5 a 7 dias.
- A  colheita se faz  10 meses depois do plantio.
- La reprodução se faz a partir dos próprios rizomas, tanto os principais como os secundários.

Feijão – Beans – Phaseolus sp

33555

 

NAO DEIXAR AS SEMENTES EM MOLHO ANTES DE PLANTAR.

Semear em solos leves e arejados para germinação mais rápida e uniforme,

Plantar a 1 cm de profundidade. Germinação: de 5 a 20 dias.  Molhar todos os dias.

Requere uma posição com muito sol. Pode ser plantado o ano todo, mas considere que estas plantas não toleram geadas nem ventos frios

De preferencia plantar no lugar definitivo ou em saquinhos individuais, e transplantar sem mexer nas raízes, quando tiverem 10/15 cm.

Após a preparação do canteiro a semeadura é feita em covas, com profundidade de 2,5 cm, colocar 2 a 3 sementes por cova em espaçamento de 0,80 m entre linhas e 0,30 m entre plantas.

Na hora de molhar não molhe as folhas para evitar o desenvolvimento e propagação de pragas.

Tem 2 tipos de plantas de feijões, as maioria são TREPADEIRAS, mas alguma variedades (como o Barlotto Firetongue) formam uma moita que também precisa de suporte.

Após a emergência e quando as plantas tiverem 15 cm, colocar tutores de bambu ou sarrafos, conduzindo a muda à medida que cresce.

As variedades trepadeiras necessitarão de uma treliça de bambu, madeira ou tela esticada.

Dicas e cuidados no cultivo orgânico da vagem :

Adubações posteriores poderão ser feitas com a aplicação de estrume líquido, que se faz colocando adubo animal em imersão de água, coando numa peneira de jardim e colocando ao redor das mudas.

Para hortas não orgânicas, poderá ser feita a aplicação de NPK formulação 10-10-10 no período de crescimento da planta.
Para as plantas trepadeiras é necessário colocar terra junto à muda, evitando o aparecimento das raízes.
Poderá colocar junto folhas secas para diminuir a evaporação da água das regas ou chuvas.

O feijão aceita cultivo companheiro: faça ao redor do canteiro plantio de rabanete, nabo ou cenoura.
A colheita das variedades rasteiras costuma acontecer após 50 dias depois do plantio e para as do tipo trepador, por volta dos 70 dias.

Vages cilíndricas estão ótimas para consumo quando atingem 15 cm e para as do tipo chato quando tem 23 cm.
A prova é colher uma vagem e quebrar na mão, se estão tenras estão no ponto.
Se esperar muito os grãos se desenvolverão e a parede da vagem ficará dura e seca.

Uma boa dica é plantar o feijão na cerca da horta.

Doenças - tratamento ecológico

As doenças que aparecem na cultura são oídio, mancha de fusarium e ferrugens entre outras e os insetos que aparecem para comer as folhas são ácaros, tripes, pulgões, lesmas e lagartas.

Para evitar este pessoal todo, a nível de horta caseira e ecológica, não usaremos venenos, mas uma dica boa é usar um suco feito de folhas de tomateiro com dois dentes de alho, duas pimentas dedo-de-moça e um maço de hortelã. Bater no liquidificador, coar, por no aspersor e aplicar. Insetos mastigadores irão para longe e fungos oportunistas serão combatidas pelo alho.

As lesmas poderemos manter afastadas da cultura espalhando cinzas de fogão ou lareira no canteiro.
E não vamos esquecer daquela plantinha mágica chamada Tajete (Tajetes) que deverá ser plantada ao redor de todo o canteiro.
Defende dos nematóides e repele muitos insetos.

Fontes: Globo – Faz Facil.

Hibisco - Roselle – Vinagreira – Caruru azedo - Hibiscus sabdariffa

Hibiscus sabdariffa1
O Hibiscus sabdariffa L. é um arbusto da Família das Malváceas que pode atingir cerca de 2 a 3 metros de altura. Pertence ao gênero Hibiscus, que compreende cerca 200 espécies de plantas. De origem africana e asiática, é conhecida popularmente como hibisco, hibiscus, rosela, groselha, azedinha, quiabo azedo, caruru-azedo, caruru-da-guiné e quiabo-de-angola, além de receber outros nomes como cardadé, rosa da Jamaica, té de Jamaica (espanhol); red sorrel ou Jamaica sorrel (inglês); cardade (italiano); afrikanische malve (alemão) ou roselle (francês).

As diferentes partes da planta têm várias utilidades. As folhas são ricas em vitaminas A e B1, sais minerais e aminoácidos. Quando ainda estão bem jovens e tenras, as folhas podem ser consumidas em saladas cruas; depois, um pouco mais velhas podem ser refogadas ou se tornar um ótimo ingrediente para o preparo de cozidos, sopas, feijão e arroz. O cálice vermelho tem um sabor azedinho e contém ácidos cítricos, hibístico, málico e tartárico. O cálice pode ser usado na fabricação de geleias, doces, picles, vinho, vinagre, sucos e também no preparo de um excelente chá. Para o preparo do suco são utilizados os cálices crus ou cozidos, que são triturados no liquidificador com água, depois é só coar e adoçar a gosto. O cálice triturado é aproveitado para o preparo de geleia ou doce. Já o chá é obtido a partir do cálice fresco ou seco à sombra. O chá não só e delicioso, como também tem uma cor fantástica!!

Os maranhenses herdaram dos escravos o hábito de cultivar e consumir a vinagreira. Tanto que a planta acabou se tornando o ingrediente de um dos pratos mais tradicionais da culinária maranhense:

o arroz de cuxá

Jaudenir Silva é chefe de restaurante em São Luís. Ele usa ingredientes da roça para fazer o prato que combina temperos africanos, árabes, indígenas e do litoral brasileiro.
Os ingredientes são:
200 gramas de folhas da vinagreira picada e refogada
25 gramas de pimentão
30 gramas de cebola
25 gramas de tomate picado
100 gramas de camarão seco
1 colher de sopa de gergelim torrado
200 gramas de arroz cozido
3 colheres de sopa de leite de coco
Azeite, alho e sal a gosto
As folhas de vinagreira são cozidas e picadas. “É necessário que a água esteja fervendo para que a cor da vinagreira realce o seu verde”, orientou Silva.
Numa panela em fogo branco despeje o azeite e misture bem os ingredientes. Por último, acrescente o arroz. Na língua dos índios é arroz de cuxá. Na língua dos maranhenses é delícia de dar água na boca.

  GERMINAÇÃO E CULTIVO


As sementes devem ser escarificadas antes do plantio. Isto significa, pegue cada uma individualmente e as esfregue sobre uma lixa ou em arenito até a parte interna branco apenas comece a aparecer, como um ponto branco. Por esse buraquinho a água entrara na semente para facilitar a germinação.


Depois coloque as sementes em água (melhor ainda GA3, Ácido Giberellico) durante 24 horas.

Plantar em bandejas ou embalagens ou no lugar definitivo, apenas cobrindo as sementes, e regue todos os dias ate a brotação.

Após a emergência aguardar que a planta tenha pelo menos 10 cm para realizar o transplante para o lugar definitivo. Regar no plantio e todos os dias pelos próximos 10 dias. Depois disso, o único trato é o controle das ervas invasoras.

Local ensolarado, solo fértil, levemente úmido e de pH mais neutro.

Por se tratar uma planta adaptada ao clima quente, se desenvolve bem em temperaturas superiores a 21ºC, ou seja nas áreas de clima mais frio, deve ser plantado após o perigo da ultima geadas, ou iniciado seu cultivo em estufa. O solo ideal para o cultivo deve ser bem drenado, profundo e com alto teor de matéria orgânica.